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terça-feira, 5 de abril de 2016

Como ninguém não se torna o que não é

Eu não sou o que afirmo ser
tampouco aquilo que silencio
nada se lê a meu respeito nas entrelinhas
não coincido
desconhecido
porque desteço minha identidade como gesto
como episteme, como rebeldia
- que não é minha
Não sou em mim
nem no outro
nenhum lugar me cabe
muito menos aqui

Há vida a-penas no vácuo
onde jamais vivi
cadáver em vida