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terça-feira, 29 de julho de 2014

LOOK NO FACEBOOK DE UM DOUTORANDO EM CRISE

Deletar ou não deletar
eis a questão
E então, com mais vagar,
reescrever mais objetivo
visando quiçá um artigo
- ambição do Lattes inimigo -
A teoria, sem pressa, a posteriori
com mais páginas
talvez melhore
um capítulo erudito
a discutir o escrito
que se quer arte
literatura
mesmo sem dela fazer parte
- uma loucura -
Deletar ou não deletar
eis a questão
da discussão sobre o real
o virtual, o ente
sujeito que mente no repente
da tela ficcional
de modo a perder a razão
e criar a ilusão da (auto)ficção
Indivíduo à toa
entretido numa tese
espelha-se na mimese
tornando-se plural,
entoa o refrão do texto iniciado
e posto em suspenso, pois se penso
logo deleto
- esta a questão
No fragmento, sou um.
Repleto.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Poame Palestina

Disseram ser impossível
haver poesia
após a barbárie
de Auschwitz.

Mas ela sobreviveu
teimou
renasceu
renovou
floresceu

e presentificou-se

mirando o porvir.

Exausta do mundo
ela cria o seu próprio

estético
doído
belo
cansado

interrogativo
surpreso

Em estado de choque.

Condolente com o homem
a poesia resistente
versa os reveses da vida

porém com autonomia
uma espécie de emancipação da barbaridade de teóricos                                                            bombas
                                             críticos

                                             guerras       

Enfim,
liberdade da raça humana.

Poesia tão-somente.

A poesia é.

E poeticamente (possível?) coabita a Palestina.

Implacável e incansável,
tenta exterminar a poesia
o homem.
Colecionador
de livros inacabados
lança outra edição.
Um ao lado do outro
nada dizem nem se olham.
Sessão de cinema.
Cansado de tudo,
sentou-se no chão da sala
e virou criança.