Penso que é muito pouco
dizer que um livro é bom ou ruim; se gostei ou não da leitura. Seja qual for o
caso, uma justificativa deve e merece ser dada. Dito isto, me vejo em
problemas. Paradoxalmente, por melhor embasada a crítica que se escreva sobre a
obra, será ela nada mais do que outro texto, distante daquele que o motivou,
ainda que mantenha o diálogo. Em uma palavra, apenas o livro é capaz de se
apresentar e responder as questões que ele próprio suscita. Portanto, para não
incorrer em possível academismo improfícuo ou para não diminuir o que Rasga-mortalha:
poemas dos outros, de W.B. Lemos, tem de instigante, sugiro sua leitura
enfaticamente para aqueles que gostam de poesia.
Para não me estender,
outro problema o autor, que também responde pelo pseudônimo de Esperando
Leitor, apresenta: com a publicação de Rasga-mortalha, invertem-se os papéis.
Agora, nós, leitores, outroficados, estamos a esperar novos poemas outros.
sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
Do som vem Jimi Hendrix - afinal é esta uma noite de sexta-feira ainda que pós natalina. Acordes e solos abafam o silêncio profundo de um apartamento vazio de crianças. O silêncio por seu turno emudece a saudade - a gritar
dizem que ela existe pra ajudar
dizem que ela existe pra proteger
eu sei que ela pode te matar
eu sei que ela pode te foder
milícia para quem precisa
milícia para quem precisa de milícia
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
Verbo intransitivo
conjugado no Pessoa
primeiro: outrei-me.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
Deus é um cara gozador, adora brincadeira pois me fez impaciente, com filhas arteiras três Marias bem bonitas, todas bagunceiras que eu amo mais que tudo, de forma certeira
Com um pé na porta entrei no mundo numa segunda-feira um pouco depois das 23 horas na Praça Mauá em meio aos meus iguais no dia do samba Carioca da gema inconteste Rebelde e do contra, nasci branco, loiro e de olhos azuis